A emancipação das mulheres de volta para a cozinha!

Embora este assunto tenha definitivamente a ver com os EUA, acho que a discussão é relevante para todas as sociedades do estilo ocidental.

Na última semana tem-se falado muito nos estados unidos do valor das mães a tempo inteiro devida a uma infeliz entrevista da democrata Hilary Rosen. Primeiro, o que ela fez foi por em causa que a mulher do candidato republicano Mitt Romney, por nunca ter tido um emprego na vida, estivesse qualificada para falar das dificuldades das mulheres na economia atual. Na verdade, Ann Romney falar de nada sobre dificuldades economicas porque estas casada com um gajo rico e nunca teve dificuldades relacionadas com a economia. Mesmo que fale com pessoas “reais”, tenho a certeza que é uma daquelas tias que lava bem as mãos para não ficar com doença de pobre…

De qualquer modo o que me chateia é que na sociedade atual o valor das mães é defendido ao nível do absurdo. Embora seja claro para todos que ser mãe é importante e dá muito trabalho, não qualifica essa ocupação como sendo “a mais importante do mundo…”. O absurdo chegou quando teve de vir a Michelle Obama dizer que “Ele é que tem um emprego stressante“, a sério, não digas…

Nas palavras do cómico Bill Balley uma opinião dada como “no meu ponto de vista como mãe” é código para “falando do meu cu”.

As mulheres passaram anos a lutar para serem consideradas como iguais, para serem integradas nos empregos que os homens monopolizavam e agora há algumas ”mães ursas” que por ficarem em casa querem revindicar que são mais importantes que tudo o resto. Isto insulta a inteligência do resto de nós e causa a intimidação daquelas mulheres que querem ter uma careira e viver a sua vida sem que tenham o plano de ter filhos. É importante ter opinião, porque já há muitos que falam da mesma maneira por cá, e lembrem-se sempre que o CDS está no governo…

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E lá se vai salvar aqueles que ariscaram e os que aproveitaram!!!

O Bloco de esquerda numa das suas visões unilaterais do mundo decidiu propor um projeto de lei  ”que prevê a «extinção imediata» da dívida a quem entrega a casa ao banco por incumprimento”. Uma medida que tem como óbvia motivação, para a além do populismo, culpar os bancos pela sobrevalorização do mercado e das elevadas avaliações que eram feitas para atrair clientes.

Mas esta proposta só seria justa se se obrigar também todas as pessoas, e empreiteiros, a devolver os lucros que tiveram ao vender as suas casas durante os anos em que “estava a dar” investir em casa…quer dizer especular em casas! As pessoas esquecem-se que sem especulação por parte dos pobrezinhos que agora não conseguem pagar os empréstimos nunca se teria criado a bolha imobiliária que se culpa aos bancos. Durante anos a maioria dos portugueses diziam coisas como: “para quê pagar renda quando um emprestimo é mais barato, és burro”. Claro que quem é burro em Portugal é quem não percebe o que é um contracto ou qual o risco inerente a uma transacção financeira.

Defender o capitalista pequeno e burro e culpar as empresas e bancos por todos os males do país é retórica corrente de tudo o que é comunista em Portugal. A questão é: Quantos dos portugueses serão levados nesta conversa???

 

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Merkel a Ilha do Carnaval e o falso PIB

Muito se tem falado do PIB de um país sem que pouca gente perceba o que raio é isso. Muitos acham que tem a ver com a produção ou riqueza produzida, esse ou são burros ou andam a tentar enganar alguém. Mas os alemães percebem o que é o PIB e sabem que lá porque um sítio tem um PIB per capita maior que o outro não quer dizer nada. E não vale a pena convidar-los para cá virem ver a obra feita. Como um outra ilha com chefes gordos exemplifica há certas obras que não servem para nada a não ser para mostrar obra feita… Gastar dinheiro dos outros é fácil. Mas fazê-lo de modo a que mais tarde não precisemos de mais dinheiro já é outra história.

O PIB é como o nome indica algo que é medido em bruto, antes de fazer as contas aos custos por assim dizer… O que quer dizer que um sítio como a ilha da madeira pode recorrer a endividamento (a 10,20 ou 30 anos) para pagar grandes obras e contabilizar todo o dinheiro que as empresas recebem nessas obras como saldo positivo para o PIB. Sim é verdade!!! Foi assim que a economia portuguesa, ficou dependente de obras megalómanas para reduzir o desemprego e aumentar o PIB, infelizmente este sistema é como uma daquelas burlas em pirâmide, mais tarde ou mais cedo as dividas são maiores do que o dinheiro e cai tudo por terra.

Fica mal enganar as pessoas, fica mal vir para a TV dizer asneiras e mentiras. Acima de tudo fica mal comparar Portugal com um sitio onde a maioria da população activa depende directa ou indirectamente do endividamento do governo regional. As auto-estradas e túneis na Madeira serão um dia como os Moai na ilha da Páscoa, inúteis e símbolos da estupidos de lideres gordos.

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Rosas com um cheirinho a podre

A paciência e calma é algo que se requer dos políticos, mas soa sempre falsa e muitas vezes fica mal. Por isso acho que a maneira como o  Sr. Pedro Santana Lopes reagiu a um ataque do “Camarada” Fernando Rosas fica bem e já cá faltava.

O BE e o PCP farta-se de comparar o CDS e PSD aos agentes de fascismo que retiraram a liberdade e causaram muito sofrimento ao povo. Mas ao mesmo tempo esquecem todo o sofrimento que as ideologias que defendem causaram e causam a muita gente ainda hoje. Isto de chamar Salazar a um gajo quando se defendem ideais socialistas à lá Mao ou Estaline é ser gato com o rabo de fora, e é um claro aproveitamento da ignorância do povo português que continua a achar que fascismo é mau e comunismo é bom…

Em até compreendo a frustração de parte a parte. Por um lado, foram as políticas de direita que nos meteram na crise em que estamos, deixando assim todos os partidos de direita abertos a criticas sobre a sua ideologia. Por outro lado, foram partidos socialistas e endividamento dos estados (pelos menos em portugal) que nos colocaram nesta situação, levando a que os partidos de direita se sintam injustamente culpados pela crise.

O que vai dar merda é que estamos ainda num país em que a maioria do povo são uns capitalistas de meia tigela, endividados até ao pescoço (com culpa clara de algumas abordagens menos leais por parte dos bancos), que não querem largar um nível de vida que só existe porque alguns chineses estão a trabalhar até à morte por meio “euro” furado. Esse povo é feito de “cidadãos” que falam mal dos bancos mas que vai logo levantar todo o dinheiro que têm em certificados de aforro assim que os bancos dão juros mais altos. Os portugueses não querem segurança e tranquilidade, querem risco e lucro fácil.

Se os comunistas (BE e PCP no mesmo saco aqui) levarem para a frente a mentira que nós podemos sair do euro e não pagar as dívidas que eles acham serem injustas, os portugueses vão ter uma surpresa sobre qual a quantidade de sofrimento pode um governo socialista/comunista impor no seu povo. A conta que temos a pagar vai ser paga por nós ou com austeridade ou com miséria. Mas no primeiro caso teremos ainda liberdade para explorar os prisioneiros políticos chineses que nos fazem os nossos queridos aparelhos electrónicos e nos plantam os amendoins para a nossa cerveja. Assim é a realidade sem demagogia…

 

 

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sopra para a bolha

Há poucos fins de semana em que consiga me dedicar a ler o “Expesso” todo, mas no fim de semana passado deu tempo. Dentro de tanta letra deparei-me com uma pérola de sabedoria que merece ser analizada.

O Senhor Luís Lima, presidente da associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP), dedicou a sua coluna no suplemento “Espaços e Casas” a tentar explicar que “Desvalorizar imóveis é uma tentação fatal”… Este senhor tem alguma piada. Depois de anos em que a associação que representa ter andado a enganar muitos portugueses, em coordenação com os bancos, para que estes comprassem imóveis que já se sabia estavam sobre-valorizados, num mercado que se sabia estava já saturado de oferta, vem agora impedir a consequência directa dessas acções. Já em 2007 se ouviam os construtores civis a dizer que o mercado estava no máximo sustentável, e mesmo assim todos os vendedores imobiliários indicavam a todos que quisessem ouvir que comprar casa é que esta a dar, que seria sempre um investimento sem risco… A bolha foi criada, em grande parte também, por esta gente que vendia imóveis com as mesmas mentiras que bancos usavam para vender fundos de activos tóxicos. No final das contas é tudo a mesma merda.

É verdade que os bancos não têm problemas agora em pura e simplesmente inundar o mercado com imóveis a baixos preços. É até verdade que estão a dar condições de crédito para tais imóveis que deixam o resto do mercado sem possibilidade de concorrer. Mas a ideia de que os bancos se vão arrepender de estar a “estragar” o mercado que seria caso contrário sustentável é a maior ilusão que já se tentou vender neste mercado… A bolha está furada, não vale a pena estar a tentar soprar para tentar encher agora, já é tarde…

 

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Senilidade e o fim à vista

Já todos estamos habituados às asneiras que o Sr. Silva vai dizendo de vez em quando. A ultima “bacurada” que lhe saiu da boca ainda fica muito aquém da célebre do “gato por lebre” que levou a bolsa em 1987 a entrar num crash.

O problema essencial não foi falta de clareza, mas sim sinceridade sobre um sentimento que, embora muitos portugueses compartilhem, ninguém aceita. Nós achamos que merecemos sempre mais!!! Enquanto essa ilusão não nos passar nada de bom “vai vir”. Como consumidores e antigos ricos deste mundo (os portugueses) ainda não percebemos que o que vem aí passa por todos reduzirmos o modo como vivemos para algo mais razoável. Tanto por causa da sobre-população do planeta como pela crise económica, como até pela poluição que causamos, ou reduzimos ou vamos todos ter um fim muito feio. Infelizmente estás-se a adivinhar um fim feio…

De qualquer modo penso que pedir a demissão do nosso presidente com períodos de “senilidade” é um exagero, já o peditório de moedas e bens essenciais foi muito bem metido. Teve graça e faz com que tenha sempre alguma esperança por Portugal.

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Datas arbitrárias passam e não mudam nada, a não ser o IVA

Bom ano novo!!! Dizem muitos por aí, ora para começar nunca percebi como se Jesus (o nosso senhor…) nasceu dia 25 de Dezembro o raio do ano começa seis dias depois… Mas nem interessa muito, segundo qualquer historiador (e mesmo segundo a bíblia), Jesus já teria uns bons meses quando chegou Dezembro. Esta data como muitas outras foi mudada de modo a interferir com rituais pagãos que adoravam o Deus do Sol, esse sim que volta a nascer dia 25 de Dezembro. Mas esquecendo a data arbritária o que parece claro é que ninguém parece ter esperança alguma sobre o ano novo.

Como nada vai mudar vamos aqui fazer um resumo não do que foi o ano passado, mas sim de como vai ser este ano:

- Portugal vai continuar a dever muito dinheiro a muita gente, acima de tudo porque o povo português não soube poupar nem defender a economia de Portugal.

- Milhares de pessoas vão desfilar na rua a defender uma revolução contra os bancos por causa de uma divida que é quase na sua totalidade dos cidadãos comuns (70%) e que no que resta é de um estado que continuará apenas gasta dinheiro para tratar de clientela politica e de satisfazer o povo com rotundas e lindos elefantes brancos (30%).

- Os bancos maléficos vão continuar a oferecer juros de depósito altos que vão motivar cada vez mais portugueses  a retirar o dinheiro que têm em certificados de aforro para o irem lá depositar. Quando algum desses bancos abrir falência devido a má gestão seremos todos a pagar com impostos e mais dívida externa o dinheiro àqueles que beneficiaram desses juros altos em bancos privados.

- Os funcionários públicos continuarão a parar o país quase todos os meses através do abuso das greves mesmo depois de provado que nada resolvem. Todos os que têm realmente más condições de trabalho e não podem fazer greve vão ficar a pensar quanto dinheiro teria sido poupado nos orçamentos dos últimos 10 ou 20 anos se os funcionários públicos não tivessem sido constantemente aumentados para que o PS ou PSD pudesse ganhar as próximas eleições. Alguns talvez até percebam que esse dinheiro poderia ser melhor usado para ajudar partes produtivas da economia portuguesa.

- Metas impostas pela troika vão ser alcançadas sem qualquer plano do estado, através de cortes que só vão abrandar ainda mais a economia. Ninguém vai ter a coragem de dizer que foi o “Eng.” Sócrates e um povo completamente ignorante que nos colocaram numa posição em que nem tempo há para pensar nas soluções para o problema… Passos Coelho vai descer na opinião pública como nunca Sócrates desceu… justiça pública nas mãos de um povo democrático…

- Empresários portugueses vão continuar a tentar exportar com a noção clara que embora tenham qualidade o consumidor português prefere os produtos que vêm de uma China ditatorial que cada vez se parece mais com uma ditadura fascista (foi para isto que houve o 25 de Abril?), ou os produtos franceses que são subsidiados de um modo completamente louco… As lojas chinesas vão abrir no local de todas as lojas de portugueses que foram para o desemprego, levando a um aumento das importações, diminuição da qualidade dos produtos no mercado e mais evasão fiscal.

- Para evitar perder mordomias como tv por cabo ou uma média de dois telemóveis por pessoa, os portugueses vão recorrer ao crédito predatório insustentável. Quando não puderem pagar vão pedir ajuda ao estado e vão fazer manifestações contra os bancos.

-A Madeira e o seu glorioso líder ficarão conhecidos pelo mais um buraco que criarão no orçamento do estado. Sem grande soluções o dinheiro continuará a ser gasto em rotundas, estradas para duas ou três casas de caciques menores e em fogo de artifício. O povo do continente ficará calado e o da Madeira vai aplaudir.

Nem todo o povo de Portugal é uma merda, mas quem vê de longe não consegue ver os diamantes no meio do poio de merda… Aqueles poucos que pagam os seus impostos, compram os produtos portugueses e investem em Portugal não serão suficientes para manter este país acima da linha de agua e quando afundar serão os mais prejudicados. Não porque fiquem pior do que os outros, mas porque embora passassem anos a se precaver para aqueles dias de “mau tempo” nunca pensaram que fossem ficar com merda pelo pescoço.

Bom ano! Querem mudança, comecem com vocês mesmos, o resto virá por si!

 

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Terrorismo Social

Ainda sem 100% de confirmação, a greve da TAP para dias 9 a 12 de Dezembro de 2012 vai foder-me a vida. Quer se realize ou não, a greve anunciada está a criar um stress na minha vida que me deixa farto desta forma de protesto. Esta greve não é de pessoas que recebem o salário mínimo, nem do pessoal de terra que podem perder o emprego com a anunciada venda da ground force. Está merda de greve foi convocada pelos bem pagos pilotos. Estes privilegiados querem que todos nós, contribuintes, paguemos um bocadinho mais de impostos para que eles continuem no bem bom. Neste caso opõem-se à privatização da TAP, pois isso vai ditar o fim do bem bom desses caralhos. Eu pessoalmente acho que se forem todos despedidos será apenas um bom começo. Como contribuinte português estou farto de subsidiar uma empresa que paga a alguns funcionários como Reis e trata os clientes como gado.

Basta de terrorismo através da perturbação social! A greve não nasceu como instrumento de chantagem perante o governo. Só faz greve em Portugal quem sabe que pode afectar o funcionamento da sociedade e assim conseguir quebrar o governo. Mas quebrar o governo quer dizer lutar contra o resto do povo, porque o povo é o governo é o país, somos todos nós. Mas parece que alguns são mais povo do que os outros…

 

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Foda-se

Mais uma greve geral passou. Nada a registar, tudo igual, o “governo mente nos números” dizem aqueles que organizam estas coisas e ameaças que se não obtiverem o que querem vai haver mais uma greve em breve. É claro que pela primeira vez houve pancada, sem que ninguém que organiza estas coisas tinha vindo tentar acalmar os ânimos ou vá fazer algo para que na próxima greve tal não aconteça. A violência vai claramente ser uma arma usada pelas centrais sindicais para tentar quebrar o governo. Quem achar que a violência nada tem a ver com a organização da greve deve ir mas é acabar a sua carta ao pai natal…

Mas o que quer esta gente? Tirando aqueles que não têm mais nada que fazer porque estão desempregados ou são estudantes que já não iriam às aulas de qualquer modo porque ir às aulas não é cool, os que falam em luta a sério querem  uma revolta. A frase mais ridícula é “25 de Abril sempre”, que merda quer isso dizer. Já temos democracia, temos um governo eleito pela maioria dos eleitores, temos direito de expressão e associação. O que se passa em Portugal é culpa nossa, do povo, nós somos os criadores e donos da democracia que temos.

Há ainda por cima algumas velhas guardas, claramente reformadas e afastadas de tudo o que é sério, que mandam de vez em quando umas bacoradas que até metem nojo . Otelo com a sua sugestão de revolução militar e Mário Soares com o seu “Novo Rumo”  em que entre outras coisas apela a uma revolta contra a anarquia financeira global. A Otelo à que dizer que para instaurar uma ditadura socialista deve ir mas é para a América do Sul. A Mário Soares à que dizer que a senilidade leva as pessoas a dizer coisas que soam bem mas que são pura demagogia (sonhar é bom mas está na hora de acordar)

Portugal está num buraco, muito por causa do capitalismo geral de todos nós, não apenas do bancos. Parámos de produzir, muito porque passamos alegremente a comprar tudo do estrangeiro. Endividámos-nos porque era fácil e queríamos tudo AGORA.

O governo está a falhar com as suas soluções desadequadas e apressadas. Mas não há maneira nenhuma que isto vá melhor com mais umas greves…

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Já começa a brincadeira

Ainda não começou a greve e já vêm os sindicatos reclamar que a greve será limitada no sector dos transportes devido aos serviços mínimos impostos pelo governo. Embora concorde que esta medida por parte do governo é exagerada, não concordo com o argumento da CGTP em que deste modo o governo dirá que poucos fizeram greve.

O sector dos transportes é apenas um e os serviços mínimos têm a ver com o sector público. Como tal se 50% dos trabalhadores fizerem greve a CGTP pode dizer que 100% dos que puderam fizeram greve e todos os outros trabalhadores podem fazer 100% de greve. Mas claro que isso não chega, é preciso filas de utentes descontentes a refilarem na tv.

Para a CGTP é preciso que todo o país sofra não apenas os patrões nem o estado. Esta atitude vai na mesma direcção dos terroristas que a tentar chamar a atenção de governantes atacam um povo.

A greve quando foi criada tinha como objectivo reclamar junto dos patrões privados os direitos de um grupo especifico de trabalhadores. Agora é uma arma de terror contra o governo. Uma arma comunista/socialista que por maior das ironias é algo que quem viveu ou vive em regimes comunistas/socialistas nunca teve. Faz sentido, se não se pensar nisso.

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