Na semana passada foi revelado um estudo que indica que a média do tempo que os portugueses passam desempregados é de 23 meses. Dois anos é muito tempo, mesmo muito. O Banco de Portugal avançou com uma explicação para tal número, uma explicação interessante. No boletim económico de Outono o Banco de Portugal diz que o actual regime do subsídio de desemprego é generoso e contribui para o crescimento do desemprego de longa duração.
Claro que se levantaram logo as vozes do sindicalistas contra tais firmações. Para esses senhores comunistas dizer que uma parte dos desempregados são uns comodistas preguiçosos é uma grande mentira… mas todos nós sabemos que é mas é muita verdade. Vezes sem conta ouvi histórias (algumas em primeira mão) de gente que afirma preferir ficar no fundo de desemprego do que aceitar um emprego. Principalmente porque dá menos trabalho, e muitas vezes porque querem algo melhor. Esta merda só em Portugal.
Parece cada vez mais que os sindicatos de trabalhadores em Portugal são mas é sindicatos de desempregados. O que até tem lógica, visto que apenas os desempregados têm tempo para ir para as manifestações a Lisboa. O que os sindicalistas parecem não querer discutir são as alegações de que recebem parte das indemnizações dadas aos trabalhadores que vão para o desemprego depois de um despedimento colectivo. Nada melhor que explorar os trabalhadores à moda capitalista…
Mas mais uma vez se percebe que os sindicalistas em Portugal não são pessoas sérias e que não têm interesse no bem geral de Portugal.