PCP e FARC: uma história de amor

Bandeira do PCPO PCP é como um governo de Santana Lopes, um poço de anedotas.
 
Sinceramente não gosto de falar do PCP, é que aquela cambada não tem ponta por onde se lhe pegue. A última foi a rejeição do voto de congratulação pela libertação de Ingrid Betancourt, sobre o argumento que o dito documento glorificava o regime de Álvaro Uribe.
 
No parlamento, o Bernardino Soares ainda tentou disfarçar a retórica radical, mas numa visita rápida ao site do PCP (que recomendo vivamente para quem quiser dar umas gargalhadas), percebe-se a real extensão e gravidade da posição dos comunistas portugueses. Já aquando da incursão colombiana em território do Equador, em Março passado, os argumentos do partido foram, no mínimo lamentáveis. O quadro agrava-se quando sabemos que a U.E. coloca as FARC na sua lista de organizações terroristas.
 
É simplesmente triste verificar que temos, em Portugal, um partido com assento parlamentar, que vitimiza terroristas/traficantes(“guerrilheiros” na óptica comunista), e opta por eleger o governo colombiano como ameaça da paz. Por muitas atitudes questionáveis que Uribe possa ter tomado, é inqualificável defender as FARC. Qualquer ideologia deste grupo há muito se perdeu nas malhas do narco-tráfico, e os seus métodos (raptos, ataques a civis, crianças-soldado) desacreditam a seriedade dos intentos proclamados.
 
Como nota final, refira-se que o PCP chama ao governo colombiano “regime fascizante”… definitivamente quem usa a palavra fascizante não merece o meu respeito.
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