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Morder a mão que lhes dá de comer

Monday, November 16th, 2009

eurosApanhando o lanço da opinião pública o bloco de esquerda volta a atacar com propostas de medidas anti-corrupção. Como bandeira de vanguarda vem o levantamento do sigilo bancário, algo de que 99% dos portugueses nada têm a temer.

Muitas vezes políticos vêm dizer que o direito do segredo bancário é algo essencial para os portugueses. Têm razão, só que é apenas para aqueles portugueses que dão milhões aos partidos. Os socialistas rejeitaram a ultima proposta de lei anti-corrupção, agora será o PS e PSD juntos a rejeitarem esta, certinho…

Os partidos nunca irão morder a mão que lhes dá de comer.  Os partidos precisam dos milhões que “alguém” lhes dá, e esse alguém precisa de políticos corruptos para uns favores de modo a gerar mais uns milhões. O triste é que se o bloco de esquerda alguma vez ganhar as eleições será o Louçã a dizer que se calhar tirar o sigilo é má ideia…

Olha a Esquerda Burguesa Fresquinhaaaaa!

Sunday, September 20th, 2009

Num verdadeiro caso de sectarismo, versão piscícola, Francisco Louça não foi à banca das peixeiras no Mercado de Alcobaça.

Parece-me a mim que na ânsia de se mostrar diferente, o líder bloquista lançou uma armadilha a si mesmo e saiu mal visto da cena. E é bem feito! Por muito folclore que se gere à volta das visitas dos políticos aos mercados, designadamente à zona do peixe, tal não deve implicar um ostracismo a quem lá trabalha. Se era para visitar um mercado, visitava tudo! As ditas peixeiras são uma espécie um tanto ou quanto vistosa e barulhenta, mas evitá-las daquele modo parece um intelectualismo burguês que assenta que nem uma luva ao Bloco.

Ficou-te mal Louçã…

Esquerda Volver!

Wednesday, September 9th, 2009

Foi um belo debate aquele que opôs José Sócrates a Francisco Louça. Já no Parlamento gosto de ouvir estes dois a degladiarem-se e hoje à noite, na RTP, a discussão foi viva e interessante.

Reconheço a Francisco Louça uma inteligência que supera os condicionalismos ideológicos do Bloco de Esquerda. Estamos perante um homem com ideias, e que sobretudo sabe por que as tem. Isto é, sabe a lógica subjacente a elas, o que elas implicam e o que elas podem trazer, nota-se uma reflexão naquilo que propõe e consegue transmitir isso mesmo. Não debita retórica decorada de livros comunistas bafientos, estabelece sim uma linha de acção pensada e cuidadosamente defendida. Dito isto, a ala mais radical do BE deita o resto a perder, a nacionalização das maiores empresas portuguesas é disso exemplo.

Já Sócrates encontra em Louça um adversário à altura, eloquente e pronto a desarmar argumentos menos conseguidos. Penso que se viu o Primeiro-Ministro atrapalhado numa ou outra ocasião, incapaz de fazer valer os seus pontos de vista e desejoso de mudar o tema.

Como disse, o Bloco peca pelo seu posicionamento ideológico mais extremo. Com um PS tão chegado ao centro, com uma entorse para a direita, uma esquerda moderada fazia estragos, aí não se não fazia….

Mas qual e a diferença?

Thursday, September 3rd, 2009

A força do PCPFoi magnífica a pergunta da judite de sousa no debate de esta noite entre Jeronimo de Sousa e Francisco Louça, ” Qual a diferença entre o Bloco de Esquerda e O PCP? “. O que separa os velhos que vêm de uma estrutura politica que nunca mudou de uns jovens que ainda parecem estar internamente separados? A resposta de ambos foi “NADA”. A única coisa que ambos parecem fazer é atacar o governo, unidos com este objectivo nada os parece separar. Ficou muito claro que embora ambos pensem que a politica de Socrates nos ultimos 4 anos foi desastrosa, apenas Francisco Louçã apresentou propostas minimamente realistas. O PCP parece ainda sonhar com um país com fronteiras fechadas em que se podem ignorar todos os concorrentes estrangeiros e colocar a siderurgia portuguesa a produzir todo o aço para todas as obras em Potugal. Claro que não dá para entender como no mesmo tema consegue propor que iria aumentar as exportações… cá para mim o lider do PCP está a confundir Portugal com a China.

Depois de tudo, das multiplas ofenças e diferenças já muitas vezes enumeradas tanto por Jeronimo de Sousa como por Francisco Louçã parece que nada restou. Como duas crianças que andam à pancada quando os pais não estão por perto parece que quando confrontados por alguém que quer saber o que se passou ( neste caso o publico portugues representado por Judite de Sousa) nada dizem. Parece que estes senhores têm vergonha de ser independentes uns dos outros, como se o comunismo fosse uma religião e nenhum queira admitir a possibilidade de duas biblias…