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Bora lá para a greve

Tuesday, May 25th, 2010

Carvalho da Silva

A crise está instalada, não há ninguém em Portugal que ache que os tempos que se avizinham serão fáceis e ninguém vai gostar de receber menos por mês. Dito isto ficam duas perguntas: Será que o governo tem alternativa? Será que fazer greve ajuda? Qualquer pessoa com metade da testa do líder da CGTP sabe que não. Acima de tudo o governo foi, ainda há pouco tempo, eleito pelo povo português. A culta é realmente nossa!

Mas mesmo assim o  senhor Carvalho da Silva, juntamente com todos os (outros) comunistas deste país querem fazer parecer que os trabalhadores não têm culpa de nada e que a crise devia ser paga por outros… Assim sendo aqui vêm mais greves, tudo para que os funcionários públicos possam ir passear para Lisboa… Enquanto muita boa gente tenta trabalhar para manter o seu emprego nestes dias difíceis e pensa como se preparar para um futuro que será certamente incerto esta gente acha que se pararem de trabalhar e reivindicarem tudo lhes será dado. Esta merda tem de acabar!

Embora a CGTP designe esta como greve geral, há certamente muita gente a quem não se aplica. Muita gente que em tempo de crise tem é de trabalhar mais e melhor para tentar o seu melhor para que a sua empresa e país não se afundem, ou ao menos assim deveria ser. O emprego não deve ser visto como um direito, o estado social não deve ser visto como um direito, o futuro nunca está garantido. Mas é nosso dever lutar pelo nosso emprego e pelo nosso estado através do aumento da produtividade, defesa do que é nosso e pelo uso responsável do nosso dever democrático de voto. O governo, o país, o estado somos nós.

Quando os alemães (pessoas que tem um índice de produtividade muito superior ao nosso) pararem de mandar milhões para cobrir a nossa incompetência vai acabar a mama… Aí nós vamos ficar sozinhos num país ingovernável em todos seremos funcionários públicos, todos teremos aumentos e direito a tudo. Claro que também vamos morrer de fome, tipo Cuba ou Coreia do Norte…

A minha casa?

Wednesday, November 12th, 2008

Casas à venda

Sempre que alguém diz que tem uma casa nova, é preciso um esclarecimento. Se essa pessoa comprou uma casa sem precisar de um empréstimo, muito bem. Caso contrário a casa é do banco, e continuará a ser do banco por muitos anos.  Para que realmente fiquem com a casa têm de pagar cerca de 200% do valor original! O que só agora alguns começam a compreender é que quando a casa for realmente deles, já pouco ou nada valerá…

Deixando para outra vez a discussão a favor ou contra a compra de casa versus arrendamento. Começa a ser evidente que muitas pessoas foram enganadas com a ideia que as casas iriam continuar a valorizar para sempre. Basta algumas contas para perceber que os 10% de valorização que alguns achavam normal não se poderiam manter em face a uma inflação de 2.5%. O que se passou nos últimos anos esteve relacionado com a movimentação das populações e um aumento do poder de  compra (endividamento…) que ocorreu. Mas tudo isso nunca seria sustentável. Parte da descida de preços que está a ocorrer deve-se à crise do crédito, e ao abrandamento da economia. Mas em Portugal existe um outro factor, um factor previsivél há muito tempo.

Sem grande esforço todos podemos recordar tempos em que os apartamentos eram de baixa qualidade mas baratos e que por isso se vendiam rapidamente. Agora cada vez mais os prédios e moradias são publicitados não como baratos, mas sempre com o ponto de vista da qualidade. Porquê? Simples, o mercado está a esgotar-se. No Salão Imobiliário de Lisboa um dos responsáveis do sector  explicava que o número de casas em Portugal estava muito próxima do número de famílias e assim sendo o mercado iria abrandar. Isto implica que o mercado vai cada vez mais preferir qualidade, e usado não são de quantidade… Cada vez mais começam a aparecer casas à venda a preços de saldos, a maioria na posse de bancos que neste momento de crise querem é liquidez.
Quanto tempo demorará para todos esqueçamos esta crise e voltemos a cair em perdição?

Vamos todos morrer?

Tuesday, July 1st, 2008
PSI-20 a 1 de Julho de 2008Eh pah…vamos… mais cedo, ou mais tarde pelo menos…
 
Apesar desta verdade indiscutível (afinal, há muito que sabíamos que quem não está morto, aparentemente está vivo), quem abre os jornais dos últimos tempos, poderá ficar justamente convencido que a hecatombe está próxima.
 
Primeiro é o petróleo que não pára de subir, depois os cereais, a inflação dispara e a bolsa afunda. Juntando isto tudo às crónicas notícias sobre a má prestação da economia portuguesa (desemprego, confiança, produção industrial), temos um cocktail que poria qualquer um de cabelos em pé. Ou talvez não…
 
Digo isto porque estou sinceramente convencido que a iliteracia económica do povo português supera a sua iliteracia sobre quase todas as outras coisas (embora seja muita e dê para quase tudo). Caso contrário, não víamos por aí a quantidade de créditos ao consumo que continuamos a ver, quer seja para comprar um televisor, uma arca frigorífica, umas férias de sonho ou um carro para vizinho ver (e olhar para o consumo de combustível? Qual quê…). Tudo isto vai contra o mais básico raciocínio económico. Em épocas de crise não se gasta, poupa-se! E se não há para poupar, então certamente que aquele cruzeiro no Mediterrâneo pode esperar por altura mais propícia.
 
E não me acusem de elitismo ou patacoadas semelhantes, se as taxas de juro sobem para o empréstimo à habitação, então também sobem para os depósitos a prazo. Estamos a falar de 5% de juros brutos limpinhos, praticamente sem risco!
 
Quem não comprar aquele LCD, com Home Cinema, e puser no banco os 1500 ou 2000€ que não gasta, sai no final do ano com mais 70-80€ líquidos. E a tendência é para subir…
Desculpem mas é preferível que pagar em 12x, com uma T.A.E.G. de 20 e tais por cento, que põe o equipamento lá de casa a custar 2400€, em vez dos 2000€ iniciais.
E se tivessemos tido em conta antes de comprar o AUDI, ou o VW que os consumos de 10l aos 100, ou a mensalidade de 600€ mês não eram fáceis de aguentar se a situação se deteriorasse (Quem diria?!?!?), talvez um carrito da gama abaixo nos permitisse ter juntado uma agradável poupança. O que em tempos de crise dava para sacar um juros jeitosos e amainar o mar revoltoso da crise…digo eu que vivo bem sem Mercedes, LCD’s e cruzeiros, ou férias nas Caraíbas…
 
Chamem-me o que quiserem, mas sou daqueles velhinhos do Restelo que afirma que em poupar é onde está o ganho.
 
P.s. : O mundo já viveu outras crises, bem mais feias, inesperadas e duradouras. Mais crash, menos crash, a coisa resolve-se. Só aos tiros é que não se resolve nada…
P.s. 2: E quando as coisas tiverem melhor (eventualmente ficam), vão lá de férias e comprem o televisor!