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Mas qual e a diferença?

Thursday, September 3rd, 2009

A força do PCPFoi magnífica a pergunta da judite de sousa no debate de esta noite entre Jeronimo de Sousa e Francisco Louça, ” Qual a diferença entre o Bloco de Esquerda e O PCP? “. O que separa os velhos que vêm de uma estrutura politica que nunca mudou de uns jovens que ainda parecem estar internamente separados? A resposta de ambos foi “NADA”. A única coisa que ambos parecem fazer é atacar o governo, unidos com este objectivo nada os parece separar. Ficou muito claro que embora ambos pensem que a politica de Socrates nos ultimos 4 anos foi desastrosa, apenas Francisco Louçã apresentou propostas minimamente realistas. O PCP parece ainda sonhar com um país com fronteiras fechadas em que se podem ignorar todos os concorrentes estrangeiros e colocar a siderurgia portuguesa a produzir todo o aço para todas as obras em Potugal. Claro que não dá para entender como no mesmo tema consegue propor que iria aumentar as exportações… cá para mim o lider do PCP está a confundir Portugal com a China.

Depois de tudo, das multiplas ofenças e diferenças já muitas vezes enumeradas tanto por Jeronimo de Sousa como por Francisco Louçã parece que nada restou. Como duas crianças que andam à pancada quando os pais não estão por perto parece que quando confrontados por alguém que quer saber o que se passou ( neste caso o publico portugues representado por Judite de Sousa) nada dizem. Parece que estes senhores têm vergonha de ser independentes uns dos outros, como se o comunismo fosse uma religião e nenhum queira admitir a possibilidade de duas biblias…

Espirito da revolução de Abril

Thursday, May 7th, 2009

25 de abril

Mais um ano mais um 25 de Abril.  Mais uma vez comemorou-se um dos dias mais importantes para o nosso pais como o conhecemos. Uma vitória de um povo por um futuro melhor.

O povo libertou-se de um regime opressivo nesse dia, mas o estranho é que pouco se fale do que correu mal. Poucos são os que falam da dificuldades da democracia e dos erros que foram feitos em nome do povo, de todas as empresas que foram destruidas e do assassinio de uma economia que embora fascista era nossa. Fala-se de liberdade como se nada mais fosse preciso para a sociedade democratica funcionar. O povo portugues comportou-se nos anos que se seguiram a Abril de 1974 como o jovem que após ter idade para beber legalmente fica bebado permanentemente, passou-se de opressão para anarquismo. Libertar-se de algo que nos comanda não é um acto que deva ser levado de leve, pois somos nós a partir daí que temos de nos comandar. Nunca ninguém parou para ensinar o povo portugues como viver nesta nova ideia de sociedade democratica, como tal ainda hoje se vive numa democracia sem a ideia de participação e representação do povo. O povo ainda diz que o governo rouba, nos impede de viver como queremos. Ora merda o governo somos nós, tudo o que vai mal neste pais tem a ver com o povo que somos. Isso é a democracia, foi isso que ganhamos no 25 de Abril de 1974…

Quem nunca mais se cala com o espirito de Abril é o PCP, que diz que a revolução ficou por acabar, ora tendo em conta o que o PCP tinha como plano nessa altura ainda bem. Se dependesse do PCP o 25 de Abril teria acabado com a tentativa de instaurar um governo comunista que levaria a uma guerra civil. Isso não impede o PCP de usar frases como “Abril para sempre”. É dificil perceber como seria possível um 25 de Abril para sempre. Uma revolução não pode ser constante e pedir uma revolução agora só poderia indicar o desejo de instaurar uma ditadura, ainda que comunista. O PCP tem o apoio de apenas uma pequena parte do povo, e tem de deixar de achar que sabe o que é melhor para todos nós. O povo é quem mais ordena, e a maioria não quer saber de comunas para nada.

PCP e FARC: uma história de amor

Tuesday, July 15th, 2008
Bandeira do PCPO PCP é como um governo de Santana Lopes, um poço de anedotas.
 
Sinceramente não gosto de falar do PCP, é que aquela cambada não tem ponta por onde se lhe pegue. A última foi a rejeição do voto de congratulação pela libertação de Ingrid Betancourt, sobre o argumento que o dito documento glorificava o regime de Álvaro Uribe.
 
No parlamento, o Bernardino Soares ainda tentou disfarçar a retórica radical, mas numa visita rápida ao site do PCP (que recomendo vivamente para quem quiser dar umas gargalhadas), percebe-se a real extensão e gravidade da posição dos comunistas portugueses. Já aquando da incursão colombiana em território do Equador, em Março passado, os argumentos do partido foram, no mínimo lamentáveis. O quadro agrava-se quando sabemos que a U.E. coloca as FARC na sua lista de organizações terroristas.
 
É simplesmente triste verificar que temos, em Portugal, um partido com assento parlamentar, que vitimiza terroristas/traficantes(”guerrilheiros” na óptica comunista), e opta por eleger o governo colombiano como ameaça da paz. Por muitas atitudes questionáveis que Uribe possa ter tomado, é inqualificável defender as FARC. Qualquer ideologia deste grupo há muito se perdeu nas malhas do narco-tráfico, e os seus métodos (raptos, ataques a civis, crianças-soldado) desacreditam a seriedade dos intentos proclamados.
 
Como nota final, refira-se que o PCP chama ao governo colombiano “regime fascizante”… definitivamente quem usa a palavra fascizante não merece o meu respeito.

Jeronimo Aplaude os Irlandeses

Monday, June 16th, 2008

Ainda meio a dormir ouvi na rádio o líder do partido comunista a felicitar o povo irlandês por ter dito que não ao tratado de Lisboa, representando no seu ponto de vista um não ao “Durão” e ao partido do “Eng.” Sócrates. Se o camarada Jerónimo lê-se algumas notícias teria reparado que o que ocureu na Irlanda foi a vitória da ignorância e a derrota dos partidos democráticos. Eu não sou particularmente a favor do tratado de Lisboa. Mas à excepção do Sinn Féin todos os partidos irlandeses são a favor do tratado. Mesmo assim os eleitores votaram não porque 80% deles não compreendiam o tratado. Isto mostra que mesmo na Irlanda o referendo não serve de nada porque os partidos não conseguem esclarecer os eleitores. Agora em Portugal é que teria sido giro, porque a verdade é que nós não somos nada mais inteligentes que os irlandeses e os nossos partidos são ainda menos organizados. Como já é habito, força com o aproveitamento político camarada Jerónimo, porque esclarecer o povo é coisa difícil…