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Ética Política

Wednesday, October 7th, 2009

etica Na semana passada tive a oportunidade de ver mais uma reportagem rasca sobre a porcalheira que são as campanhas para as eleições do próximo domingo, desta vez o tema era a câmara de Oeiras. O grande tema era a ética política devido ao claro problema do senhor Isaltino Morais, se isto da justiça ainda funcionar minimamente, ir parar à cadeia algum tempo depois de ser eleito.

Nada disto é novidade, nada disto deveria ser notícia. Mas todavia durante a reportagem a jornalista (nome que se dá a qualquer um hoje em dia), apontou Oeiras como uma das câmaras mais apetecidas de Portugal… Se calhar é de mim mas para algo ser apetecido tem de haver claras contrapartidas de não existem normalmente. Um presidente de câmara ganha o mesmo em qualquer câmara. Aquelas que são apetecíveis são as que, devido a mais empresas, obras e urbanizações, melhor enchem os sacos azuis dos cabrões que nos roubam. Esta gente faz plena publicidade à corrupção que planeia efectuar quando for eleito…

Todos os cartazes com slogans que nos querem passar a ideia do autarca amigo e que os próximos quatro anos serão de colaboração com cada um de nós para ultrapassar os problemas de cada um de nós, todos esses cartazes são a mais pura mentira. Depois de eleitos os políticos vão apenas ouvir os problemas dos empreiteiros e empresários, são esses que lhes deram dinheiro para chegar onde estão e que podem sempre passar algum por baixo da mesa…

Ninguém confia nos políticos em Portugal e a razão é simples, todos os políticos mentem ao povo para obter o afecto dos eleitores. Embora se consiga afecto através de mentiras e elogios, só se pode obter confiança através da verdade, algo completamente ausente da política portuguesa.

2008 em revista: Demagogia

Tuesday, December 30th, 2008

Jeronimo de SousaO ano de 2008 foi rico em muita política balofa, houve de tudo, desde lutas internas em todos os partidos políticos a uma luta constante entre governo e oposição (acesa com os debates quinzenais), tudo baseado na mais pura demagogia. Exemplo final de demagogia foi a reacção da oposição ao comentário do primeiro ministro sobre a sua ajuda à descida dos juros, para a oposição o controlo dos juros está é claro fora do alcance dos poderes do governo, ou não!

Tomando o caso do PCP podemos relembrar que quando as taxas de juro subiram o PCP pediram medidas ao governo, quando o governo deu o aval aos bancos (medida conjunta europeia que acabou por ser responsavel por uma consideravel descida das taxas) o PCP reclamou que essas medidas estavam a ajudar os bancos mas não as pessoas. Esquecendo esses dois episódios o PCP vem agora, depois da mensagem de Natal do primeiro ministro, dizer que o governo nunca poderia influenciar os juros visto estes serem controlados pelos bancos…demagogia no seu melhor.

A maioria dos portugueses nem se apercebe da demagogia em que se baseia a política portuguesa, alguns dos que se apercebem riem-se com as contradições (à moda dos Gato Fedorento). Poucos são aqueles que se apercebem da perigosa realidade: quando a política se baseia na demagogia o povo é aquele que deixa de benefeciar com a democracia! Isto já mete medo!

Fascismo insular?

Friday, November 7th, 2008

Simbolo do Fascismo

Portugal sempre teve ilhas, mas a insularidade parece ter atingido na Madeira os limites da legalidade. Mais do que impedir um cidadão de exercer o seu direito de opinião. Mais do que retirar do parlamento regional alguém eleito pelo povo. O PSD Madeira abusou ontem vergonhosamente do seu poder ao ponto de usar os agentes da polícia de segurança pública como seus lacaios de “poder absoluto”.

Salvaguardando as diferenças entre uma democracia baseada na ignorância e abuso do poder e um regime fascista, a democracia na Madeira parece mais navegar à deriva em direcção a África (talvez a caminho do Zimbábue), do que para um regime fascista. Mas a escolha do nome a chamar àquilo que é uma vergonha nacional foi do  Sr.José Manuel Coelho. Fascista é em Portugal um dos maiores insultos políticos possíveis. Tal como a maioria dos portugueses o Sr.José Manuel Coelho associa o fascismo ao partido Nazi Alemão e a ditadura de Salazar. Ainda que essa associação se justifique, é bom dizer que o conceito de fascismo é oriundo da antiga Roma, e que é representado por um facho de madeira com um machado (não por uma cruz suástica). Simbolizando o poder de castigo e morte que os magistrados romanos tinham sobre o povo.  fascismoAntes de ser usado pelos ditadores da segunda guerra mundial, o símbolo já tinha sido utilizado para representar com orgulho o poder da união de um povo. Assim  pode-se encontrar esse símbolo por exemplo na bandeira do cantão suíço de Sankt Gallen ou na moeda “dime” americana.  Assim sendo dá jeito saber como se está a utilizar esse termo, embora em Portugal o seu uso seja consensual.

Herói ou tolinho, certo ou errado, ainda se está para decidir. Mas o Sr.José Manuel Coelho conseguiu definitivamente virar os olhares do povo português para a madeira, e para a sua democracia problemática. Infelizmente para o senhor em causa, a Madeira não tem como problema maior um ditador fascista no poder. Esses são fáceis de derrubar, normalmente à força. O problema da Madeira é que o povo madeirense sofre de insularidade, ao ponto de ter a sua visão da democracia deturpada e irreversivelmente danificada. A ignorância do povo, retrógridão até, leva a que a democracia não funcione. Que os direitos das minorias acabem, e o bom funcionamento de um estado de direito cesse. O governo regional da madeira reflecte um povo insular que é acima de tudo egoísta. Aqueles que beneficiam com o poder estabelecido apoiam esse mesmo poder, todos os que se opões ao poder são excluídos de direitos e oportunidades. Caciquismo é uma palavra forte, mas é a única que parece encaixar.