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Travesti político

Friday, December 4th, 2009

problemas para o socrates O PSD e CDS preparam-se para ajudar a passar uma iniciativa para combater o  enriquecimento ilícito contra os votos do PS. O que se passa aqui é a mais pura da perversão política. Mesmo para os poucos que ainda acreditavam nas políticas do PS está cada vez mais difícil, principalmente quando o grupo parlamentar acaba por fazer tudo para chumbar todas as propostas anti-corrupção que são ou foram ideias deles próprios…

Ainda por cima segundo o que diz o bloco de esquerda o voto do PS é motivado apenas pela vontade do “Engenheiro” Sócrates. Este senhor só pode ser burro! Quando está sobre suspeita pública sobre possível envolvimento em casos de corrupção volta a lutar não pelos portugueses mas por si e os seus amigos.  Se é corrupto ou não não sei, mas que cada vez tem menos confiança por parte dos portugueses parece óbvio. Como isto vai nem dura um ano este governo de merda.

Como se costuma dizer sobre os políticos: “Tantas putas sem filhos e tantos filhos da puta…”

Morder a mão que lhes dá de comer

Monday, November 16th, 2009

eurosApanhando o lanço da opinião pública o bloco de esquerda volta a atacar com propostas de medidas anti-corrupção. Como bandeira de vanguarda vem o levantamento do sigilo bancário, algo de que 99% dos portugueses nada têm a temer.

Muitas vezes políticos vêm dizer que o direito do segredo bancário é algo essencial para os portugueses. Têm razão, só que é apenas para aqueles portugueses que dão milhões aos partidos. Os socialistas rejeitaram a ultima proposta de lei anti-corrupção, agora será o PS e PSD juntos a rejeitarem esta, certinho…

Os partidos nunca irão morder a mão que lhes dá de comer.  Os partidos precisam dos milhões que “alguém” lhes dá, e esse alguém precisa de políticos corruptos para uns favores de modo a gerar mais uns milhões. O triste é que se o bloco de esquerda alguma vez ganhar as eleições será o Louçã a dizer que se calhar tirar o sigilo é má ideia…

Refrescante confusão

Monday, September 28th, 2009

Parece que, tirando o PSD, estas eleições foram um enorme sucesso.

O PS conseguiu convencer o país que embora o PS não faça grande trabalho na governação, a única alternativa possível é ainda pior. Uma verdadeira vitória democrática

A CDU embora tenha sido atirada para o lugar menos significativo e perdido o seu domínio à esquerda, pensa que o aumento do número de deputados é uma vitória! Foi uma subida para o último lugar…

O Bloco de esquerda congratula-se com a duplicação do número de deputados e pensa já em políticas de esquerda esquecendo-se que qualquer acordo entre o PS e o bloco não tem a maioria. Assim o bloco vai passar mais 4 anos a propor projectos lei que nunca serão aprovados, sem ter qualquer influência na governação deste país…

O CDS pode-se gabar de ter realmente tido o melhor resultado de entre todos os partidos, de tal modo que o Paulo Portas ainda deve estar a tentar perceber como é que isto aconteceu. Não deve ter sido por causa da nada brilhante que ele tenha feito na campanha eleitoral. Agora que o CDS é a única força política que pode oferecer ao PS a maioria para aprovar as leis que o PS venha a propor. Como partido de direita a única coisa certa é que o CDS até a mãe vai vender por alguma vantagem e uns “jobs for the boys”, vai vender caro, mas vai vender…

O PSD parece ter sido o único partido que não conseguiu vender a ideia que foi responsável pela perda da maioria absoluta do PS e que essa é uma grande vitória… nem um bocadinho. Toda a gente já está à espera do baile do costume com mais uns quantos membros do PSD a querer tirar de lá a “outra senhora” tentando fazer aproveitamento político desta derrota. A verdade é que a culpa desta derrota não é de mais ninguém…

O que fica no final disto tudo é uma sensação de desconforto e uma falta de esperança para o futuro político português. Vamos passar de um governo que faz o que lhe apetece e não ouve ninguém, para um governo que deveria ser social de esquerda que terá de concertar todas as suas políticas com a direita. Vamos passar a ter uma assembleia preocupada em governar os interesses internos, as trocas de favores, mais do que a pensar nos portugueses. Vai ser interessante, como aqueles acidentes na autoestrada que todos param para ver, muito interessante…

Joana d’Arc Tuga?

Thursday, September 3rd, 2009

A oposição encontrou uma figura mitíca, ainda que invulgar, para cavalgar contra as hostes socialistas. Como Joana d’Arc uniu a França contra a hegemonia inglesa, também Manuela Moura Guedes levantou a oposição, num coro de críticas e de pesar, contra o Império Sócrates. Aguiar Branco (que é que eu tinha dito no meu último post? :p), Paulo Portas, Jerónimo de Sousa, e BE, todos emitem declarações unânimes de lamento pelo despedimento desta “jornalista”  e chegam ao ponto de a eleger como paladina da democracia!

Admito que desta vez me caiu o queixo… Ao que se chegou para que uma figura destas assuma tamanho protagonismo! E que extremos de oportunismo político quando temos a oposição em peso a criticar uma decisão de gestão privada (e estamos a falar da direita portuguesa, eterna defensora do liberalismo económico!).

Vamos cá ver umas coisas. É certo e sabido que a Manuela Moura Guedes tinha as costas muito largas, com o marido como director da TVI. Ora isso acabou e o Jornal Nacional era tudo menos consensual, portanto porquê tanta indignação por uma decisão que há muito se antecipava?

Ataques cegos ao Governo são normais, já ninguém estranha, mas não consigo conceber como a oposição se une em torno de alguém como a figura em questão. Será que é tanta a vontade de criticar o executivo PS, que tudo serve para o acusar de despotismo? Há muita coisa que falta neste país, sendo uma delas o sentido do ridículo.

P.S. Já agora, a Bolsa aplaude

Deixem-me trabalhar

Monday, April 20th, 2009

cavaco_silvaOlhando para as notícias parece que já poucos se lembram de que em 1991 Cavaco Silva era primeiro ministro e cunhou a frase ” deixem-me trabalhar” assim repudiando as “forças de bloqueio” que entre outras personalidades eram representadas pelo presidente da republica da altura, Mário Soares. (isto da história se repetir e de nem sempre termos os mesmos papeis é uma valente merda, não?)

Adicionalmente poucos também se lembram das medidas que Cavaco Silva colocou em prática há quase 20 anos: uma vasta reforma fiscal, mudanças significativas à área da saúde e elevados investimentos em obras públicas e infra-estruturas (entre outros). Qualquer semelhança não é coincidência. Ambos os senhores em questão são tecnocratas, pessoas que conseguem apenas construir o agora, sem grande vista para o futuro. Em momentos de crise pode ser um problema… Nenhum destes senhor conseguiu ainda combater correctamente a corrupção ou melhorar a nossa ultrapassada constituição de modo criar uma boa base para um povo melhor. No campo da educação nem vale a pena falar.

Curiosamente, agora que se fala de crise e de como os bancos deram cabo de tudo, podemos voltar à brilhante década de 90 onde o nosso amigo Cavaco alterou drasticamente as práticas na economia, nomeadamente reduzindo o intervencionismo do Estado, atribuindo um papel mais relevante à iniciativa privada e aos mecanismos de mercado e incentivando o investimento directo estrangeiro. Claro que nunca com qualquer ligação ao BPN, claro senhor professor! (a gente ser todos burros)

É de facto fácil dizer que isto vai mal, pois nunca tal coisa foi tão certa. Mais ainda, independentemente do que for feito agora a verdade é que tudo ainda vai piorar. Assim é fácil ser oposição, o povo vira-se para qualquer líder politico da oposição como se o deserto estivéssemos a ultrapassar e eles se tratassem de falsos profetas. É fácil criticar, é fácil errar, é fácil aproveitar estes momentos difíceis. O que falta é introspecção, de todos nós. O povo é a fundação de uma nação e nós andamos para aqui a tratar do telhado…