Vamos todos morrer?

PSI-20 a 1 de Julho de 2008Eh pah…vamos… mais cedo, ou mais tarde pelo menos…
 
Apesar desta verdade indiscutível (afinal, há muito que sabíamos que quem não está morto, aparentemente está vivo), quem abre os jornais dos últimos tempos, poderá ficar justamente convencido que a hecatombe está próxima.
 
Primeiro é o petróleo que não pára de subir, depois os cereais, a inflação dispara e a bolsa afunda. Juntando isto tudo às crónicas notícias sobre a má prestação da economia portuguesa (desemprego, confiança, produção industrial), temos um cocktail que poria qualquer um de cabelos em pé. Ou talvez não…
 
Digo isto porque estou sinceramente convencido que a iliteracia económica do povo português supera a sua iliteracia sobre quase todas as outras coisas (embora seja muita e dê para quase tudo). Caso contrário, não víamos por aí a quantidade de créditos ao consumo que continuamos a ver, quer seja para comprar um televisor, uma arca frigorífica, umas férias de sonho ou um carro para vizinho ver (e olhar para o consumo de combustível? Qual quê…). Tudo isto vai contra o mais básico raciocínio económico. Em épocas de crise não se gasta, poupa-se! E se não há para poupar, então certamente que aquele cruzeiro no Mediterrâneo pode esperar por altura mais propícia.
 
E não me acusem de elitismo ou patacoadas semelhantes, se as taxas de juro sobem para o empréstimo à habitação, então também sobem para os depósitos a prazo. Estamos a falar de 5% de juros brutos limpinhos, praticamente sem risco!
 
Quem não comprar aquele LCD, com Home Cinema, e puser no banco os 1500 ou 2000€ que não gasta, sai no final do ano com mais 70-80€ líquidos. E a tendência é para subir…
Desculpem mas é preferível que pagar em 12x, com uma T.A.E.G. de 20 e tais por cento, que põe o equipamento lá de casa a custar 2400€, em vez dos 2000€ iniciais.
E se tivessemos tido em conta antes de comprar o AUDI, ou o VW que os consumos de 10l aos 100, ou a mensalidade de 600€ mês não eram fáceis de aguentar se a situação se deteriorasse (Quem diria?!?!?), talvez um carrito da gama abaixo nos permitisse ter juntado uma agradável poupança. O que em tempos de crise dava para sacar um juros jeitosos e amainar o mar revoltoso da crise…digo eu que vivo bem sem Mercedes, LCD’s e cruzeiros, ou férias nas Caraíbas…
 
Chamem-me o que quiserem, mas sou daqueles velhinhos do Restelo que afirma que em poupar é onde está o ganho.
 
P.s. : O mundo já viveu outras crises, bem mais feias, inesperadas e duradouras. Mais crash, menos crash, a coisa resolve-se. Só aos tiros é que não se resolve nada…
P.s. 2: E quando as coisas tiverem melhor (eventualmente ficam), vão lá de férias e comprem o televisor!
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